Mídia

PROPAGANDA - BUSCOFEM (crítica)

Essa com certeza é a pior propaganda relacionada a cólicas menstruais. É de muito mau gosto. É sexista, e muito preconceituosa.

Começa quando os clientes de um restaurante recebem seus pedidos mau feitos. Tudo sai queimado, mal feito e com um aspecto horroroso. Daí o maitre vai até a cozinha perguntar o que esta acontecendo, quando descobre que a Chef está agachada num cantinho da cozinha, com cara de dor. A propaganda termina com a seguinte frase: você não precisa sofrer com suas cólicas menstruais, agora tem Buscofem.

Mensagens implícitas (na verdade bem explícitas):

- Se você não quer problemas, todos os meses, não contrate uma mulher. Contrate um homem que é muito menos complicado.

- Mulheres menstruam e tornam-se improdutivas e incapazes de se concentrar durante o período da menstruação.

Meus pêsames aos publicitários da agência que criou esta propaganda e a direção da empresa que aprovou esta propaganda.

E às mulheres, meu pedido é: não comprem esta porcaria. Só assim eles vão entender que esta campanha é um lixo. E que não deu certo.

Pra quem quiser assistir, segue link do you tube: http://www.youtube.com/watch?v=u32N_5sneOQ
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E mais uma vez o comercial da Buscofem se supera:
O novo comercial da Buscofem conseguiu superar o mau gosto dos comerciais passados.
Agora ainda mais ofensivo, mostra um escritório de trabalho composto por umas 20 mulheres e apenas um homem, que é retratado como uma vítima por "ter que agüentar" tantas mulheres com cólica.

O comercial mostra uma mulher se trancando numa sala vazia para tomar o Buscofem escondido. Ela fecha os olhos, faz cara de dor e toma o remédio, então, o único homem que trabalha no escritório bate e abre a porta da sala onde ela esta.

Ela se vira rapidamente para ver quem abriu a porta e emite um grunhido de uma fera, como se fosse uma leoa. Além desse barulho ela tem uma expressão de muito mal humor, como se estivesse pronta para pular no pescoço do homem.
O quadro final do comercial termina com ele sentado em sua mesa olhando para umas 30 mulheres, todas "mansas" e bem humoradas. Então ele dá um sorriso e abre uma gaveta lotada de Buscofem.

As absurdas mensagens deste comercial podem ser lidas da seguinte forma:

- O único jeito da mulher estar de bom humor é se estiver medicada. Estão tratando as mulheres como loucas.
- Não é fácil trabalhar com mulheres (mensagem que nem deveria ser permitida por ser extremamente preconceituosa. O preconceito contra o negro não é tolerado por lei. Isso não ocorre com as mulheres.)

- Além de mostrar pouco conhecimento sobre o assunto, já que mistura dois sintomas diferentes: cólica e TPM. Cólica é uma dor abdominal. Qualquer pessoa que tenha uma dor intensa seja ela abdominal ou não vai ficar alterada, se for intensa. Já a TPM é o que causa o mau humor, mas nem todas as mulheres sofrem deste mal, mas também são alvo de chacotas se apresentarem qualquer sinal de irritação, pois não serão levadas a sério se isto acontecer.

- O mais grave de tudo é que continuam vinculando mal humor aos hormônios femininos. Tem muito homem que se irrita por qualquer coisa e muita mulher que mantém a calma mesmo nas situações mais adversas. E vice-versa. Isso não é mérito de nenhum sexo. Existem mulheres que não sofrem de TPM mas que se irritam por outros motivos que não tem nada a ver com os hormônios. Se irritam porque se irritam. Como qualquer pessoa. Elas não tem o direito de ficarem irritadas, sem ser alvo de chacotas? Ou sem ser olhada com o peso do preconceito? Uma vez vi o próprio filho (de 30 anos) discutindo com a sua mãe e dizendo: “Ela esta velha, deve estar na menopausa! É uma chata!”

Aproveito este momento para citar um grande filme de Woody Allen que também protesta, com muita classe, sobre o assunto: Annie Hall (em português Noivo Neurótico, Noiva Nervosa).

Se a mulher come algo que não fez bem e esta passando mal, já dizem que esta grávida.
Se ela esta irritada é TPM,
se é muito brava dizem que faz pouco sexo,
se esta com calor é menopausa,
se enjoar então...
Cada ser humano é um ser único, com características únicas.
VAMOS PARAR DE ROTULAR AS MULHERES e reduzi-las a um estereótipo!

- A TPM é uma doença e precisa ser tratada. Do jeito que a mídia trata essa doença faz com que as mulheres acreditem que elas não devem procurar ajuda. Que a TPM faz parte de qualquer mulher. Já ouvi mulheres e até médicos afirmando isso.

Eu desconheço qualquer outra doença que seja alvo de chacotas. Além do sofrimento, a mulher ainda tem que sentir vergonha por isto? Chega a ser desumano.

A mesma lei que proíbe qualquer tipo de preconceito contra o negro deveria valer para as mulheres. Do mesmo jeito que não é permitido fazer piadas sobre negros, não deveria ser permitido em se tratando de mulher.
Políticos: esta mais do que na hora de criar uma lei para os mulheres nos mesmos moldes da lei que protege os negros de preconceito e discriminação!

Como o you tube ainda não tem a versão veiculada aqui no Brasil, segue uma outra versão com pouquíssimas diferenças: http://www.youtube.com/watch?v=xj4uAfqQ_dc

Por favor, mandem comentários sobre outras propagandas, peças de teatro, personagens de novelas, filmes... em fim publicidade ou obras artísticas sexistas. Nos ajude a reunir um bom material sobre o assunto.



17/07/2010

"NEM toda mulher sua pelas mesmas coisas" (crítica)

No novo comercial da Rexona a personagem de Camila Pitanga procura desesperadamente por um brinco e, no processo, literalmente destrói sua casa.
A princípio me pareceu algo que não valesse a pena comentar. Trata-se de um comercial aparentemente bobo, porque é mascarado pela comédia.

Ele não quer saber qual é a intensidade da sua preocupação com a sua aparência, ele simplesmente afirma sem rodeios que se você é mulher você se preocupa excessivamente e ridiculamente com a sua aparência. Esta dizendo que TODA mulher é fútil.

Quando o comercial diz que TODA mulher sua pelas mesmas coisas, esta na verdade, dizendo que TODA MULHER se preocupa demais com a própria aparência. E ao colocar uma figura tão carismática e linda como a Camila Pitanga no papel de protagonista cria uma receptividade instantânea ao comercial.

Nem TODA mulher gastaria seu tempo, seu suor e sua preocupação com isso. Aliás, a expressão “TODA MULHER” é uma generalização. E o que é o sexismo se não uma generalização?

Talvez as pessoas assistam o comercial e digam: é claro que a propaganda tem um tom de comédia e por isto é, propositalmente exagerado. Mas a pergunta é: você realmente não conhece a personagem desse comercial? Quero dizer, você nunca conheceu uma mulher que realmente faça uma grande bagunça e perca um tempo precioso devido a sua vaidade excessiva?

Já vi muitas mulheres faltarem à aula porque o cabelo “entrou em crise”. Outras que não saem de casa sem maquiagem. Outra que tomava remédio para dormir 2, 3 dias direto toda vez que engordava um pouquinho assim ela não se alimentava e perdia peso (!!!). E outras que tiveram uma reação bem próxima a da Camila Pitanga no comercial, quando alguma coisa saiu errado ao se arrumarem para uma festa.

E não me considero nem um pouquinho parecida com esta personagem e conheço muitas mulheres que também não são parecidas com ela. Então nem toda mulher sua pelas mesmas coisas.

É verdade que existe uma ditadura da beleza, que atinge a maioria das mulheres, A DIFERENÇA ESTA NA INTENSIDADE EM QUE VOCÊ SE DEIXA SER ATINGIDO POR ESTA DITADURA.

O comercial nos faz acreditar que essa ditadura é engraçada, natural e que esta tudo certo quando nos deixamos levar por ela.

Seu mundo realmente acaba quando a sua aparência não esta tão boa quanto poderia estar?
Sua ordem de valores é realmente essa?
O que na verdade deveria provocar o seu suor e a sua preocupação?

Seja lá em qual intensidade você se deixa ser atingida pela ditadura da beleza, o que devemos ter em mente é: devemos lutar para deixar de ser, ou de parecer, ou até mesmo de lembrar essa personagem da Camila Pitanga.

Embora seja a Camila Pitanga, essa personagem não é um bom exemplo. Pra quem não sabe as atrizes famosas como ela ganham em média  uns R$300.000 pra fazer uma propaganda dessas.




17/07/2010

FORD FOCUS - A PUBLICIDADE ENFATIZA O ESTEREÓTIPO (crítica)

A nova propaganda do Ford Focus tem mensagens sexistas tão sutis, que é bem capaz que passe despercebido.

Nesta nova propaganda do Focus, vários usuários do carro dão o seu parecer.
Um homem diz que o carro anda muito.
E uma mulher diz que é fácil de estacionar.

Não interessa se isso foi criado por uma agencia de publicidade ou se, na verdade, são comentários verdadeiros feitos pelos próprios usuários do carro, porque tanto a agencia quanto a sociedade interpretam que TODAS AS MULHERES não sabem ou tem dificuldade para estacionar. A própria mulher acha que tem dificuldades para estacionar, ou que não foi feita para dirigir como o homem (não vou me estender sobre este assunto, porque já falei sobre isto no tópico “VOCE É SEXISTA?” deste blog. Então quem ainda não leu, fica a sugestão de leitura).

A mensagem do comercial diz: trata-se de um carro para os dois sexos. O que é uma mensagem boa. É um carro anti-sexista? Não, porque para informar isto, ele traz estereótipos e sexismo.

Quando o homem diz que o carro anda muito, ele esta dizendo: é um carro feito para você, homem, que gosta de correr”.

Quando a mulher diz que é fácil de estacionar, esta dizendo: é um carro feito pra você também, mulher, que não sabe ou tem dificuldades para estacionar.

TODA MULHER NÃO SABE OU TEM DIFICULDADES PARA ESTACIONAR?

Além disso, há no comercial algo tão arraigado na sociedade que considero outro degrau de discussão.
Já percebeu que quando falamos com os dois sexos, o homem vem primeiro?
Funciona assim nos convites de casamento (ou de qualquer outra festa), nas reservas dos hotéis, nos emails (se mandarem um email pra você e pro seu namorado, marido, sócio, irmão normalmente vão colocar o nome dele primeiro), na gramática... É o protocolo. A etiqueta é assim.

E o que quer dizer isso? Porque o homem vem primeiro? Ele é mais importante que a mulher? Ele vale mais do que a mulher?

E isso se estende de uma forma muito poderosa, nos filmes, novelas, peças e toda a dramaturgia mundial.
Frequentemente as mulheres fazem papéis de mulheres. Quero dizer, se o personagem for unissex quem vai fazer é um homem. Isto esta começando a mudar, mas ainda esta devagar.
Por exemplo: Harry Potter poderia ser uma menina. Lara Belaqua (do filme “A Bússola de Ouro, que infelizmente foi um fracasso) é um avanço. É um personagem unissex, mas é uma menina que faz. Merece os parabéns. Há exceções, como disse isto esta começando a mudar, mas ainda é muito freqüente ver uma mulher fazendo “papel de mulher”. As pessoas tendem a deduzir que se a personagem é uma mulher ela precisa falar de “coisas de mulher”: ser mãe, empregada, prostituta, namorada de alguém, ou então ter um sex appeal muito grande.

Há até uma reclamação por parte das atrizes por existir muito mais emprego para dubladores homens do que mulheres, já que as locuções das redes de TV são vozes masculinas. Há também muito mais comerciais e filmes para eles neste campo do que para mulheres.

A maioria das pessoas considera isso normal. Graças a Deus há grandes atrizes de Hollywood se tornando diretoras e produtoras, como Drew Barrymore (uma grande mulher com mentalidade anti-sexista),  Demi Moore (que não é anti-sexista), Kathryn Bigelow entre outras.

Apesar do filme "As Panteras" de Drew girar ao redor de atrizes maravilhosas, cobradas por um meio cruel onde as mais bonitas não só ganham o papel, mas são também as mais adoradas pelo público em geral, é um filme que coloca a mulher numa posição ativa, de super heroína, e não passiva, de mocinha a espera de um herói para salvá-la).

Drew diz que sempre bateu de frente com sua mãe que a empurrava para se "enquadrar" em Hollywood.
A mãe de Drew queria que a filha fosse bem mais vaidosa do que ela é, mas ela não se rendeu à mãe, nem a Hollywood. Total mérito dela, levando em conta que ela vive no meio e dinheiro não é um problema.

Segue link do comercial: http://www.youtube.com/watch?v=d6aS-ya7-wU


23/07/2010

INDICAÇÃO DE FILME: SHIRLEY VALENTINE (elogio)

Shirley Valentine é uma tradicional esposa e dona de casa.
Todos os dias arruma a casa, passa roupa, e prepara o jantar do marido.
Ele reclama de tudo e parece um menino de 5 anos mal-educado: exigente, mal agradecido e egoísta. Shirley acha que sua existência rotineira está acabando com seus velhos sonhos de juventude, então numa atitude corajosa, deixa um bilhete para o marido e viaja por duas semanas para a Grécia com uma amiga.

Shirley se redescobre. Encontra a liberdade, um amor misterioso e a si mesma.

O filme passa muitas mensagens para as mulheres que ainda não conseguiram se libertar da "obrigação" (imposta pela sociedade) de ser uma dona-de-casa e para todas que, de alguma maneira, esquecem de se descobrir, se realizar e ir atras daquilo que desejam. É importante, no entanto, ficar atenta para não se deixar envolver APENAS pelo fato de que Shirley fica mil vezes mais bonita quando vai atrás do que quer.

Qualquer um fica mais bonito quando esta feliz e realizado, isso deve ser a conseqüência, não o motivo.

O filme “Shirley Valentine", foi indicado ao Oscar de Melhor Atriz e ganhou o Tony Awards (Oscar do teatro) de melhor atriz.

Autor e roteirista: Willy Russel (23/08/1947, Lancashire, Inglaterra).
Atriz Principal: Pauline Collins.
Onde alugar: encontrei na 2001 (não sei se tem em outras).



21/08/2010 (elogio)

Apesar de não concordar com a jornada dupla que muitas mulheres acham que tem a obrigação de realizar e que, a jornalista Martha Medeiros indica, claramente no texto abaixo que desempenha, quando diz que cuida dos filhos do marido, dos consertos domésticos da casa e decide o cardápio das refeições da família, o texto abaixo é um presente a todas as mulheres que trabalham, batalham e lutam para ser feliz!

Texto retirado da Revista do Jornal O Globo, escrito pela Jornalista e Escritora Martha Medeiros.
(elogio)


“Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Tempo para ter Deus.

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M..A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica a beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.”


21/08/2010

Amelia Earhart - (elogio)

Já esta nas locadoras essa intrigante história desta grande figura que abriu caminho na aviação para outras mulheres. A única falha do filme é que ele foi feito para quem já conhece a história de Amelia. Acho que, por ela ser tão famosa nos EUA, os roteiristas não pensaram que houvesse um só lugar no mundo onde não se conhecesse essa história. Então para entender um pouco mais é necessário assistir aos "extras" do DVD. No futuro colocarei a história completa dela neste blog, mas por enquanto vale acrescentar algumas informações que não constam no filme: ela não só escolheu a aviação como profissão por ser uma atividade considerada masculina e ela queria derrubar mais essa barreira para todas as mulheres, mas também lutou pelas mulheres a sua vida inteira, abriu uma escola de aviação só para mulheres, aderiu a movimentos, e morreu pela causa (já que ela queria conseguir realizar o que homem nenhum tinha conseguido até o momento pela falta de tecnologia da época).


12/11/10

Adam Sandler - Velhos clichês do cinema destoam das necessidades dos dias de hoje - (crítica)

Para quem teve o desprazer em assistir ao “novo” filme de Adam Sandler deve ter sentido ao menos um grande desconforto. Um formato conceitual e artisticamente antiquado, que lembra os filmes de sessão da tarde dos anos 80.

Diferente do filme “ Se beber, não case.” Que muitos acham machista, (apesar de não lembrar deste filme o suficiente para comentá-lo, lembro que também achei machista) trata de uma produção tosca, nada criativa, com mensagens antiquadas desgastadas pela repetição e pobres.

Apesar de machista, o filme “Se beber, não case” eu gostei. Gostei porque ele é muito mais divertido e criativo, do que machista. E artisticamente, tem uma qualidade elevada. Até porque, acho que nada impediria do filme ter todo o elenco trocado por mulheres. E levar o mesmo nome: “Se beber, não case.” Então ele é mais sexista, que machista. Mas, repito, não me lembro do filme tanto assim para comentar.
O filme de Adam Sandler, “Gente Grande” tem no elenco também a Salma Hayek que faz uma estilista de grande sucesso. E como qualquer pessoa, de grande sucesso, que é realizada no que faz, gosta do que faz , e trabalha bastante.

O filme, como um velho clichê, culpa as mulheres por trabalhar muito, gostar do que faz e ter sucesso. Mas se é exatamente isso o que falta na maioria das mulheres! Se encontrar! Ter tesão pelo que faz! Fazer algo a mais do que apenas viver para o marido e os filhos, e dividir ao meio a tarefa de cuidar dos filhos e da casa com o marido.

Na “trama”, Salma iria viajar para a Europa e receber um premio de grande importância e levaria marido e filhos, mas acaba convencida pelo marido de que ficar na casa do lago é muito mais importante, porque lá ela vai conviver mais com os filhos e marido. Ela descobre que tem perdido momentos importantes na vida dos filhos e se arrepende.

O filme segue com apelações, ridículas, de exposição de corpos femininos absolutamente sem sentido que só nos faz pensar quanto tempo as atrizes ficaram malhando, fazendo dietas e massagens para exibir aqueles corpos absolutamente magros e definidos. Quem já viu outros filmes com a Salma, sabe que ela sempre teve um corpo bonito, mas diferete daquele. Ela (ou qualquer outra mulher, para exibir aquele corpo) tem que se esforçar muito pra ficar daquele jeito.
 Há também uma outra exposição de seios, que mostra um menino de 4 anos mamando nos seios grandes da mãe, loira e popozuda, que esta sempre pronta a dar de mamar ao filho. È até meio nojento assistir a cena tanto pelo o que se esta vendo quanto pelo fato da mulher se deixar ser explorada e, de certo modo, incentivar os homens a permanecerem crianças, que é o tema do filme. Quando finalmente o menino para de mamar no seio da mãe o personagem da Salma fala para a amamentadora, algo do tipo: ele esta rejeitando o seu peito? Tão típico dos homens, nos usam e depois joga fora. (!) Dá pra comentar um dialogo tosco desse? É o homem que esta usando e jogando fora? Ou é a mulher que se deixa explorar e quando finalmente se livra ainda reclama? (!)

Algumas mensagens nada construtivas contidas no filme:

- Agüente e incentive seus filhos (do sexo masculino), a serem eternas crianças.
- Agüente e incentive aos seus maridos a serem eternas crianças.
- Eles não ajudam em casa e nem na educação dos filhos, esse é seu dever.
- Seja mais amorosa com seus filhos e marido porque isso é felicidade verdadeira, não o seu trabalho.
- Mulher: sinta-se culpada caso perca algum momento precioso de crescimento dos seus filhos, mas se o mesmo acontecer com você homem ninguém vai falar nada.

- Amamentar aos filhos porque além de fazer a coisa certa, você vai ficar com corpão magro e definido.
- Existem tarefas designadas para as mulheres e outras de homens, portanto façam tudo separado. Seja sexista e tradicionalista.

Já deu para perceber que o filme é pobre conceitualmente, mas acredite se quiser, artisticamente é mais ainda.

No final do filme, a grande surpresa: sabe quem é o autor dessa “obra-prima”? O próprio Adam Sandler! Melhor se ele tivesse ficado apenas atuando mesmo.

Ao procurar na internet por fotos do filme para postar achei o seguinte comentário de um outro blog, por Marcelo Forlani, que me divertiu bastante. Segue:

“...Não há desenvolvimento de personagens. As esposas são tão secundárias quanto os filhos e os pequenos dramas que eles tentam inserir ali são tão desinteressantes quanto olhar a grama crescer.

É a falta de profundidade de um roteiro levada a níveis jamais imaginados por pires mundo afora.
Adam Sandler (o Didi Mocó de Hollywood - com a diferença que Sandler sempre consegue se dar bem no final), dá uma lição de moral tão hipócrita que chega a ser ofensiva.

Para quem quer fazer comédia, é preciso ser mais engraçado.”
O próximo tópico é um complemento.


13/11/2010
RECENTE PESQUISA INFORMA QUE O NÚMERO DE MULHERES EM CHEFIA, PRESIDÊNCIA OU DIRETORIA AINDA É MINORIA NAS 500 MAIORES EMPRESAS DO PAÍS. ENTENDA O PORQUE - (CRÍTICA)

Repórter: Sandra Cabral - Publicado em 11/11/10 no site da rádio eldorado AM - 700

Victor Martinez
Entrevistado: Victor Martinez, especialista em R.H, CEO (Chief Executive Officer) da Thomaz Brasil.

A seguinte entrevista foi transmitida na rádio Eldorado - AM, na última quinta-feira, dia 11/11/10. E transcrita após ser ouvida através do site da mesma rádio. É possível ouvir a entrevista no site da radio, o Território Eldorado, digitar no campo destinado a busca o nome Victor Martinez, e procurar pelo topico Especialista em RH informa que na hora de contratar o que vale é o preparo.

Segue entrevista:

Sandra Cabral: Uma pesquisa que aponta o número de mulheres em chefia e também fala sobre a questão de negros e pessoas que são portadoras de deficiências e outras necessidades especiais nas empresas. E agora a gente vai falar um pouquinho sobre a gestão de pessoas e até descobrir porque ainda há poucas mulheres em cargos executivos já que elas estudam mais. Olá Victor Martinez, consultor de RH – CEO da Thomaz Brasil, tudo bem?

Victor: Olá Sandra, tudo bem?

Sandra: Como é que o Sr. avalia o resultado de uma pesquisa que foi divulgada agora pouco, perfil racial, social e de gênero das 500 maiores empresas do Brasil que aponta que as mulheres ainda são minoria em cargos de presidência de empresas ou mesmo diretoria, e que as mulheres negras são um numero praticamente inexistente nesses cargos e ainda fazem parte da minoria apesar de estudar mais do que os homens. Seria um problema de preconceito de gênero e de raça, uma questão cultural?

Victor: Eu não acho que seja necessariamente um preconceito de gênero ou raça. É um caminho natural. Eu vejo isso como um caminho natural. Uma herança de tempos onde você tinha 100% dos homens trabalhando, praticamente ocupando todos esses espaços e de repente a mulher ganha, mas o mais importante que eu gostaria de compartilhar com todos os ouvintes é porque que antigamente só os homens tinham essas posições.

Existe uma teoria de como a sociedade foi evoluindo. Então muito, muito antigamente a sociedade era uma sociedade agrícola. Então o diferencial para a sociedade agrícola era a terra, e força para trabalhar a terra, então a família queria ter filhos homens para poder ajudar ao pai. Ter filho homem era como se comprasse mais um trator, era uma máquina a mais que podia ajudar, e quando vinha aquela filha mulher, falava... bom.. tudo bem... Mas a força bruta em si, né, o homem tem mais força que a mulher, então era um diferencial competitivo numa sociedade agrícola né?

Dessa sociedade agrícola evoluímos para uma sociedade industrial e na sociedade industrial, a diferença, o diferencial competitivo passou a ser capital e não mais necessariamente terra ou força, mas a indústria em si, ela ocupa muita mão de obra, ocupava ainda, não a moderna indústria, mas a antiga indústria ocupava ainda muita força de.. força humana, então novamente o homem se apresenta com um diferencial competitivo e ocupa todas essas posições praticamente.

Dessa sociedade industrial, nós evoluímos para uma sociedade da informação, né? Aonde aí, a força já começa a ficar um pouquinho de lado. Mas quanto tempo demorou essa sociedade agrícola e quanto tempo demorou esta sociedade industrial, né? Centenas de anos. Essa da informação, nós estamos falando aí de uns 20, 30 anos atrás ele esta tentando colocar panos quentes. ele quer dizer: Calma mulheres, deixem tudo como esta porque as mudanças começaram agora. que começou..., há 20 anos atrás. Mas já evoluímos novamente, né? Então evoluímos novamente para uma sociedade do conhecimento. E agora na sociedade do conhecimento não existem mais nenhuma diferença entre homem e mulher. Então a mulher equipara ao homem, né? Nessa nova sociedade com diferencial competitivo.

Então nós estamos falando ai de uma sociedade de aproximadamente... que é 7, 10 anos, 12 anos no máximo, (e mais uma vez com esse argumento. Ele esta tentando te iludir. Ou iludir a si próprio para não ter que mudar) né? Onde o conhecimento é o grande diferencial competitivo. A mulher se equipara ao homem. Eu acho que é um processo natural, antes você tinha 100% dos homens ocupando todas as posições aos poucos, devido a essa evolução que nós estamos tendo, a mulher também esta se preparando e ocupando mais posições no mercado de trabalho. Eu vejo, tento entender esse movimento de ocupação, não sei se essa é a palavra certa, das mulheres no mercado de trabalho, principalmente nível executivo.

Ao término da entrevista, pensei: “Nossa o Sr. Victor Martinez é bom de papo, ele quase me convenceu!”


O Brasil vive um sexismo e machismo que muitos nao enxergam, é como se não existisse. 
Alem disso, quando ouvem falar em feminismo e machismo acham que falam com pessoas loucas extremistas que querem causar uma rebelião. 

Muitos estao acomodados com as coisas do jeito que sao. 

Ao ouvir o Sr. Victor falar da evolução da sociedade agrícola, para a industrial, da informação e do conhecimento, ele quase me convenceu de que tudo esta do jeito que deveria estar. 

O subtexto do que ele esta dizendo é:


- Tudo esta seguindo a harmonia de uma evolução quase que angelical.
- Nunca houve injustiças contra a mulher.
- A única coisa que foi negada a mulher, foram as atividades relacionadas com a força física.
- A mulher sempre pode votar;
- Nunca duvidaram da capacidade de raciocínio da mulher,
- A mulher nunca sofreu injustiças ou menosprezo;
- A mulher sempre teve liberdade para ir e vir como o homem e sempre foi dona de seu destino;


A verdade é que sempre existiram atividades onde a força não é necessária. E mesmo nessas atividades o ingresso da mulher sempre foi negado. Até nas artes (atividade hoje vista como feminina) o ingresso da mulher foi negado. E que força é necessario para segurar um pincel com tinta? Acredito que as panelas de ferro da época deveriam ser bem mais pesadas nao?

- Se hoje em dia a maioria dos grandes chefes de cozinha ainda são homens, no passado as mulheres eram inexistentes nessa posição.


- Começamos, somente agora, a ver mulheres se tornando maestras, qual é a explicação pra isso? Força? Para que é preciso força para ser maestra?


- Até mesmo na pintura, que força é necessária para pintar? Todos conhecem Michelangelo, mas quem conhece Sofonisba Anguissola, Clara Peeters, Lily Martin Spencer, Lilla Cabot Perry, Mary Cassat, Berthe Morisot , dentre tantas outras esquecidas? Porque elas não estão nos livros de história da escola junto ao Michelangelo?


- No teatro os homens faziam os papéis das mulheres, porque à elas era negado o direito de trabalhar, mesmo que a força não fosse necessária para realizar este trabalho.


- E o que dizer do direito ao voto?


- E os Castrati que surgiram como resultado da expulsão das mulheres da ópera? No surgimento da ópera, a preferência sempre foi pelas vozes mais agudas, mas as restrições impostas às vozes femininas eram tantas que a arte do canto foi influenciada à procurar vozes agudas, porém mais potentes. Isso só era encontrado nos cantores masculinos pré-púberes que logo perdiam seu dom e engrossavam a voz ao atingirem a puberdade.


Além disso, o preconceito inventou que a mulher era incapaz de respirar pelo abdômen e usar o diafragma (indispensável para cantar), diziam que ela só respirava pelo peito. Quem já fez algum tipo de meditação, ou yoga sabe que a respiração no peito é resultado de nervosismo e angustias. Se as mulheres de 1950 eram consideradas histéricas porque sofriam de insatisfações com o seu “mundo feminino” limitado de cuidar da casa e da família, o que dirá as mulheres do século XVIII? Muito mais histéricas, pois as restrições eram imensas. (Se quiserem se aprofundar neste assunto leiam futuramente no tópico “grandes mulheres do passado” a história de Betty Friedan).


Hoje, séculos depois de tal episodio, sabemos que tudo não passou de repressão. Hoje temos mulheres professoras de yoga, de canto, etc... E não duvido mesmo que, com tanta repressão, a maioria das mulheres respirasse no peito por pura angústia (fato, facilmente corrigido com poucas aulas de canto).


O preconceito é sempre inventado por mentes acomodadas, vai de nós aceitarmos e acreditarmos nessas teorias ou não.


Como resultado da expulsão das mulheres dos palcos e coros, decretada pela Igreja, surgiram no século XVIII, os "castrati", que eram cantores castrados antes da puberdade para preservarem o registro de soprano ou contralto da voz (vozes mais agudas). Apoiada em pulmões masculinos, essa voz era ágil e penetrante.


Os "castrati" foram usados pela Igreja Católica durante mais de 300 anos e ocuparam uma posição dominante na ópera dos séculos XVII e XVIII, tendo sido fundamentais no desenvolvimento e popularização da ópera italiana (Monteverdi dava preferência ao uso de "castrati" em suas obras).


A voz "castrato" atendia à necessidade dos compositores da Contra-Reforma de vozes agudas e expressivas na música de igreja, e os "castrati" foram então utilizados nos três séculos seguintes. Para muitas dessas vítimas desse sofisticado barbarismo, o resultado foi uma carreira em obscuridade provincial perdida, enquanto outros tiveram um sucesso de superstar hollywoodiano.


Ocorre que os castrati eram considerados uma aberração, algo que ficava num meio termo entre os dois sexos. Já que a voz não era a única coisa afetada pela castração. O machismo era tanto que, para reprimir as mulheres, eles faziam mal ao homem. Não teria sido melhor não ter expulsado as mulheres das óperas? Pouco antes da proibição dos castrati começaram a surgir mulheres que fingiam ser castrati para poderem cantar.

Sandra: Tá. Então daqui há algumas décadas, pode ser que as coisas estejam equiparadas, levando-se em consideração esse tipo de evolução que o senhor acabou de citar.

Victor: Muito provavelmente. Muito provavelmente. Vamos esperar calmamente então. Segundo ele, nada precisa ser mudado. Aí é claro que a mulher tem que entender Que absurdo essa expressão. As mulheres tem que entender? Entender o que? Que o mundo é machista? Os ouvidos da jornalista devem ter doido nesta hora. também que esse mercado ao qual ela ta ingressando, não é? Eu costumo dizer que o mercado de trabalho foi criado pelos meninos, não é? Os meninos têm um jeito muito peculiar, muito particular de brincar, quando, quando eles brincam. E as mulheres têm outros. Então elas têm que entender que algumas regras estão aqui, que o mundo corporativo, ainda é um mundo.... que foi criado pelos homens, que ainda usa muitas regras criadas pelos homens, a competição, né? A busca por resultados... a deixar de lado um pouco a família, né?

A busca por resultados não é uma regra inventado pelos homens, isso é fruto de uma sociedade capitalista, democrática e que visa o progresso. Vamos imaginar uma empresa fundada, chefiada e com trabalhadoras apenas mulheres, essa empresa não vai visar resultados? Não vai competir com as outras empresas para sobreviver? Qualquer mercado captalista é competitivo. Isso não tem nada a ver com sexo. O problema é que um especialista em R.H, um CEO de uma grande empresa brasileira, um homem poderoso desse acredite que tenha a ver com sexo.

Realmente a mulher tem que deixar a casa e a família um pouco de lado, (primeiro comentário que concordo com o Sr. Victor). A mulher e o homem precisam dividir essas tarefas domésticas meio a meio. Sem preconceitos. Para que a mulher deixe a família um pouco de lado, o homem precisa começar a fazer o oposto. alem disso, esta ai a prova de que a educação das meninas precisa mudar, precisa haver competição porque isso sera um fator decisivo na hora de arranjar um emprego que pague as contas. As meninas realmente precisam ser criadas para serem menos passivas e mais competitivas.

Então essas coisas, ainda a mulher vai ter que saber equacionar para poder se manter no mercado e continuar a evoluir e galgando posições.

Sandra: Atualmente, Victor Martinez, como é que esta, como é que você avalia a contratação das pessoas nas grandes empresas. As empresas já estão mesmo tendendo a observar experiências e formação. Como é que esta isso atualmente. E o que pensar para 2011, neste sentido de contratações, gestão de pessoas?

Victor: Ta, eu vou te contar o que nós temos visto na nossa empresa como um fenômeno. As grandes empresas, que são as que sempre puxam e trazem as novidades e são as grandes inovadoras e criadoras de tendências no âmbito empresarial, principalmente em seleção. Eles têm dito o seguinte: não importa se é mulher, se é negro, se é japonês, se é branco, se é estrangeiro, se é brasileiro o que importa é se eles tem a atitude correta junto com todos os pré requisitos técnicos necessários para ocupar uma posição com sucesso.

Só pelo fato de ele ter colocado a mulher no mesmo grupo de negros e não ter incluído ao homem, mostra como há preconceito, já que o preconceito com o negro ninguém nunca duvidou que existisse.

O que importa é falarmos sobre o que é necessário para a mulher alcançar esse pré requisitos. A resposta é, talvez, a coisa mais importante dessa entrevista toda: a educação das meninas. O comportamento das mulheres é reflexo de uma educação direcionada para o trabalho dentro e fora de casa. Já os meninos, são direcionados apenas para fora.

As meninas continuam na cozinha, assando o bolo preferido do papai.
Elas continuam se importando muito em serem magras e bonitas e perdendo tempo com isso, ao invés de focar em suas notas na escola; ao invés de se superar a cada momento, para se tornar menos tímida, por exemplo, ou talvez mais desenvolta.
Elas continuam precisando de ajuda para focar em ser valente, corajosa e experimentar atividades novas. A educação das meninas precisa melhorar. E os pais e professores, podem ajudar muito.  Para quem quiser aprofundar a leitura, leia o tópico Projeto de Lei deste blog.

Comparem esta entrevista com a crítica anterior do filme Gente Grande. O filme diz exatamente o contrário: a mensagem do filme diz para as mulheres se importarem mais com o marido e com os filhos, para serem mais maternais e amorosas! Para serem magras e gostosonas. Porque, segundo o filme, é aí que esta a verdadeira felicidade! 

Então eles fazem triagens técnicas pra saber, olha, claro, precisamos de médicos, não vamos contratar engenheiros, mas todos aqueles médicos que tem isso, isso, isso. Todos os engenheiros que tem isso, isso, isso. Eles se equiparam na linha de largada e o filtro maior nessas grandes empresas tem sido, hoje em dia, o comportamento. Qual é o comportamento que eu espero que esse profissional tenha hoje pra ocupar esta posição? Porque? Porque quanto mais confortável você estiver no desempenho da sua função, mais você irá produzir, até aí nenhuma novidade. O problema é que muito pouca gente sabe para que tipo de posição o comportamento que ela tem é melhor.

Então um exemplo: será que você trabalharia melhor numa posição administrativa, ou numa posição de vendas? Você pode ser um arquiteto que de repente diz: “Eu sou um arquiteto que precisa trabalhar numa prancha de projetos” ...xxx pintando e bolando coisas, ou você pode dizer: “Não eu sou um arquiteto de obras, eu quero ir lá tocar a obra, lidar com azulejista, eletricista, peão, x, eu sou mais tocador.”

Os dois têm a mesma formação técnica, mas devido a seus comportamentos podem desempenhar funções diferentes. Isso daí esta muito claro para as grandes empresas. As pequenas, algumas já estão fazendo isso, outras não estão fazendo. As pequenas e micro realmente elas ...

Inclusive o Sr. Victor começa dizendo que existe uma teoria da evolução da sociedade agrícola para a sociedade do conhecimento. Eu diria que existe uma teoria feita por pessoas que resolveram ignoraram a própria história de libertação da mulher, que ainda não acabou. Quem inventou esta teoria, ou esta tentando colocar panos quentes numa situação que começa a incomodar os machistas acomodados, ou desconhece a história do mundo em que vive.

O Sr. Victor fala de uma herança onde os homens tinha 100% dos trabalhos com calma e comodismo. Primeiro que não se trata de uma “herança” e sim de injustiças históricas. Herança é cômodo e passivo. Imitamos tantas coisas inúteis dos Estados Unidos, porque não imitamos coisas boas como a Ação Afirmativa e a EEOC?

Ação afirmativa* - são medidas especiais tomadas pelo estado, com o objetivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantindo a igualdade de oportunidades e tratamento, bem como de compensar perdas provocadas pela discriminação e marginalização, decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros. As ações afirmativas nasceram na década de 60, nos E.U.A, com o Presidente John F. Kennedy, como forma de promover a igualdade entre os negros e brancos norte-americanos.

A EEOC, acolhida pela Corte Suprema, concedeu às mulheres a mesma Ação Afirmativa concedida aos negros, tornando ilegal a segregação pelo sexo.

EEOC - Equal Employment Opportunity Comission – Comissão pela Igualdade de Oportunidade de Empregos. Trata-se de uma Agencia Federal Independente que impõe leis contra a discriminação no trabalho. O EEOC investiga discriminação baseada na raça cor, sexo, descendência, religião, orientação sexual, idade, deficiência. E também investiga retaliações por se comunicar ou se opor a prática discriminatória.

Não adianta dizermos que não há segregação pelo sexo, precisa haver uma investigação do porque temos muito mais homens em cargos de chefia do que mulheres. E depois implementar medidas para acabar com as diferenças.

Até os times de esportes lá seguem o mesmo procedimento: se um time esta muito mais forte do que o outro são implementadas medidas para elevar o nível dos outros. Isto é feito para estimular as competições. Essa parte que sublinhei, explico melhor numa próxima oportunidade.





28/02/2011

PONYO - de HAYAO YAMAZAKI (elogio)

Finalmente uma animação totalmente anti sexista!!!

Vale a pena assistir a animação do diretor Hayao Yamazaki: Ponyo.

Ponyo é uma peixinha que vive sob vigia de seu perverso pai.

Um dia, com ajuda de suas irmãs (e já começam as mensagens positivas não tão comuns: irmãs se ajudando? Mulheres se ajudando?) ela consegue fugir e sai passeando pelo mar, só que ela é sugada pela turbina de um barco e jogada para dentro de um pote de vidro (porque o mar esta sujo).

Ela conhece Susoke (pronuncia-se Suske, no qual vou tomar a liberdade de digitar daqui pra frente) um menino de uns 6 anos mais ou menos brinca no quintal de sua casa que fica no topo de um penhasco com vista para o mar e encontra Ponyo quase morrendo, mas consegue tirá-la de lá. Eles desenvolvem uma amizade bonita e depois o amor. Só que Ponyo ainda é uma peixinha e seu pai consegue capturá-la novamente.

Ponyo volta pra casa a contra gosto e discute com seu pai e diz que mudou de nome (ela tinha outro nome) e que deseja ser humana. Aparentemente, o fato de Ponyo ter provado sangue humano fez com que ela desenvolvesse a capacidade de se tornar uma menina.

Ela faz muita força e consegue fazer braços e pernas, mas seu pai poderoso a impede e a prende numa bolha e a põe pra dormir. (A bolha também me parece uma analogia, quantas pessoas não vivem numa bolha por serem tão protegidas por seus pais? Ou então quantos pais não sufocam ou gostariam de sufocar seus filhos achando que estão fazendo bem para eles?)

Suas irmãs a tiram de lá e sem que seu pai veja ou perceba ela acessa alguns pós mágicos e seus próprios poderes e se transforma no que queria: uma menina de 5 anos.

Todo esse processo é uma analogia muito bonita que nos mostra a capacidade que todos tem de se transformar e ir atrás do que quer.

Suske já tinha se conformado com a perda da Ponyo, mas é ela quem resolve que vai se tornar humana e vai atrás dele. E ela faz tudo isso com um sorriso encantador estampado no seu rosto. Uma alegria que também é uma lição de vida. Ela esta literalmente andando sobre mares, com um sorriso incrível em seus lábios e olhos entusiasmados e felizes!

Aquilo retrata as lutas da vida, os caminhos a serem trilhados, os objetivos a serem conquistados e COMO ela faz tudo isso é uma lição. Ela demonstra uma confiança em si mesma enorme, uma fé, uma certeza de que tudo vai dar certo, sem medo algum. A pureza de coração que o diretor Hayao Yamazaki consegue passar é impressionante!

Por fim ela consegue e como agora ela é humana, tudo é novidade pra ela e por isso permanece entusiasmada conhecendo os sabores das comidas e das brincadeiras.

Ponyo tem poderes mágicos e simboliza o poder de cada um. Ponyo, sendo do jeito que é feliz, pura, entusiasmada, corajosa, valente, decidida e ainda tendo sido criada por um Japones deve ter sido inspirada na Deusa Kwan-Yin (na china) Kwanon (no Japão) Avalokiteshvara (na India).

Sua história é uma lição para os sexistas em geral. Até na religião, ou principalmente na religião o sexismo esta presente, e como não quero falar de religião neste blog vou comentar o mínimo possível, apenas o suficiente para comentar o filme.

Kuan-Yin conhecida como a Deusa do amor e da misericórdia: Dizem que ela fazia parte de uma família real e que teria direito ao trono, mas abriu mão dele quando percebeu que teria que entrar em guerra com seu irmão para ficar com ele.

Ela percebeu que o que ela tinha como objetivo de vida, ela poderia fazer tendo o trono ou não.
Ela queria disseminar a misericórdia e o amor. E ela fez isso até o final da vida dela, sem nunca ter entrado em guerra, nem se quer em conflito com ninguém. Mesmo assim teve que enfrentar sua família que desejava que ela permanecesse cumprindo as obrigações da realeza.

Kuan-Yin é o símbolo perfeito da determinação e do amor juntos. Do poder, da coragem e do amor juntos.
Numa época em que o oriente precisava de sua força e suas atitudes, ela estava lá.

Vocês devem estar se perguntando, mas porque isso é anti-sexista?
Porque todo mundo acha que a mulher é amorosa, sensível, carinhosa e o homem é determinado, poderoso e corajoso, qualidades essas que não são privilégio de sexo nenhum.

Os homens que vivem nas penitenciarias recebem visitas intimas frequentemente, já as mulheres são automaticamente abandonadas. É como se a sociedade não aceitasse que a mulher pudesse ter um lado que não fosse APENAS correto, amoroso e carinhoso. Mas este é outro assunto.

Essas são qualidades que todos devem ter dentro de si: amor e determinação. E EMBORA AS PERSONAGENS NAS NOVELAS NÃO SEJAM, PONYO É. CORAJOSA E PURA. ENTUSIASMADA E AMOROSA. E desencanada, esteticamente falando.


Ponyo é capaz de ficar brava, outra caracterista não usada para retratar mocinhas. Normalmente quando retratam braveza, querem logo retratar descontrole emocional e isto fica reservado para as vilãs. É como se as mulheres devessem se sentir más por sentirem raiva.

Ponyo tem personalidade forte. Tem opinião. E tem um companheiro (Suske) que a admira como ela é.

Mais pra frente, para a surpresa de todos, é revelado que a mãe de Ponyo na verdade é a Deusa do amor.

Ponyo não é retratada como uma princesinha loirinha, de olhos azuis, curvilínea, com corpinho perfeito, de saltinho, vestido ou roupa de princesa. Que bom, porque os vestidos de princesa caracterizam um desejo em ser uma princesa, e ser uma princesa significa ser passiva.

Apesar de o filme da Disney “A princesa e o Sapo” ter retratado princesa batalhadora e forte ela era ela era linda, perfeita, curvilínea, maquiada, quase uma miss. Além disso, ela era 100% politicamente correta, com uma moral quase que religiosa.

O fato é: já livraram as princesas da submissão, mas a ditadura da beleza e as cobranças em ser uma mulher 100% correta moralmente continua. A rotina imposta pela beleza continua: regime, ginástica, cabeleireiro, manicure e fora a preocupação e encanação em estar sempre linda e bela continua. As princesas não aproveitam cada minuto da vida como faz Ponyo.

Quanta atrizes a gente não percebe que esta atuando e fazendo pose pra parecer mais bonita, mais magra?

Ponyo tem o cabelo vermelho e bagunçado. Ponyo não tem olhos azuis e não é curvilínea. Bom, vocês vão dizer, mas ela tem 5 anos. Esta cheio de filme da Disney com princesas mirins estereotipadas.


Hayao Miazaki foi muito feliz  e inspirado quando fez este filme.
 
Bom, eu gosto de todos os filmes dele que vi até agora.

O mais engraçado é que a primeira animação totalmente anti-sexista (pelo a primeira que eu já vi) veio do Japão! E lá as coisas não são muito modernas para as mulheres. Bom, tudo que sei sobre o Japão é de uma colega de classe que tive a alguns anos atrás que disse que até hoje as empresas contratam mulheres apenas para dizer que não tem preconceito. Então, tem 30 homens e 1 mulher. Ela disse que as coisas são tão difíceis para mulheres que, a maioria prefere nem tentar. Prefere ser dona de casa mesmo. Eu achei estranho. Será que é verdade? Ou será que ela é que era covardona mesmo? Bom, do Japão eu só entendo da Kwanon e Ponyo.

Se forem assistir, assistam em japonês porque faz toda a diferença.

Espero que não se decepcionem, já que depois de tantos elogios as expectativas crescem muito.


28/04/2011


MULHER EXPULSA DE UM BAR POR AMAMENTAR O SEU FILHO!


Hoje na Band News FM, as 11:20 a apresentadora Inês Castro comentou a triste expulsão de uma mulher de um bar ao amamentar. 


Ela estava amamentando o seu filho e um homem embriagado disse que lá peito de mulher servia para outra coisa. Outros protestaram, até que conseguiram expulsar a mulher do bar.

A repórter questionou  o fato de uma mãe que esta amamentando estar num bar, as 22hs. Disse que bar é um ambiente hostil para as crianças já que lá muitos fumam e bebem. 


A apresentadora se esqueceu que não se pode mais fumar em lugares públicos? Aliás, esta é uma medida que zela pela liberdade de todos, se uma pessoa quer fumar que se dirija a um lugar onde ela não obrigue quem esta do lado a fumar também. Agora se ela quer beber, comer ou amamentar, é possível fazer tudo isso sozinha.


Como se já não bastasse a pressão da sociedade e da mídia para que toda mulher venha a amamentar, quando ela assim o decide fazer ela é questionada se deveria estar num bar as 22hs com o filho, amamentando.


Esta aí a sociedade (no caso a apresentadora) reprimindo uma mulher (como ela). Parece que as mães estam constantemente sendo vigiadas para ver se elas são perfeitas para seus filhos. 


Eu particularmente não gosto de ver uma mulher amamentando, em nenhuma hora do dia e em lugar nenhum, mas eu que me resolva na terapia, ESSA MULHER TEM DIREITOS HUMANOS. 


APOIO O DIREITO DE TODAS AS MULHERES ASSIM PROCEDEREM EM QQ. LUGAR E A QQ. HORA DO DIA.


Fiquei muito triste ao ouvir a apresentadora, criticando o direito de ir e vir de outra mulher. É sabido que as mulheres enfrentam momentos de grande solidão e privação quando tem um filho, porque muitas ficam presas dentro de casa sem poderem sair porque um recém nascido requer cuidados constantes. Além disso, elas não encontram tempo para cuidar de si mesma, ficando acabada e esteticamente descuidada e consequentemente mais para baixo.


Quando uma mulher (forte o bastante) decide que não vai mais ficar presa dentro de casa, triste, sem vida social, ela não só é expulsa de um bar, mas também criticada numa rádio que opera nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Curitiba, Brasília e Campinas. UM ABSURDO!


O que a apresentadora, Inês Castro, ainda não parou para pensar é que nós mulheres deveríamos dar as mãos e não nos atacarmos. 


Por exemplo: Não concordo com as prostitutas, mas concordo com a Holanda que legaliza prostíbulos fornecendo um lugar seguro para elas trabalharem (onde ninguém vai roubá-las, ou obrigá-las a nada). Trata-se de apoiar a mulher no bem ou no mal, se ela quer ser prostituta é direito dela. Acho que ela esta fazendo um terrível mal pra ela mesma e para a sociedade, mas como ainda não vivemos num mundo ideal, apoio o direito de ela ser prostituta e com segurança, como nos padrões holandeses.


O mesmo digo sobre o direito dessa mulher amamentar num bar as 22hs. Aliás 22hs não é tarde. O tom que a apresentadora, Inês Castro, deu PARECIA QUE A MULHER ESTAVA FUMANDO MACONHA E BAFORANDO NA CARA DO BEBÊ, AS 4HS DA MANHÃ!


SEJAMOS A FAVOR DA MULHER (E DO HOMEM) SEMPRE!


Porque ainda preferimos apontar o dedo na cara da outra?

Como se o único jeito de pensar, viver e agir correto fosse o nosso?


E se ela não sai há mais de 8 meses, por causa do filho e depois de tanto tempo trancada aquela foi a primeira vez que ela saiu?

Não sabemos como é o marido dela, se ele participa ou se acha que a obrigação é toda dela, não sabemos nem se ela tem marido, não sabemos se ela tem um emprego tão bom quanto o da repórter (capaz de pagar contas e uma babá), não sabemos da sua atual situação emocional, em fim... não sabemos nada sobre essa mulher, MAS DEVEMOS RESPEITÁ-LA. 


Respeitar seu direito de amamentar, SE ELA QUISER (e não porque a sociedade praticamente as obriga), onde ela quiser, na hora que bem entender.

NINGUEM TEM NADA A VER COM AVIDA DELA.

Segue o link da reportagem para quem quiser ouvir: 
http://www.bandnewsfm.com.br/coluna.asp?ID=471921  


28/02/2012


PREMIO DE MELHOR COMÉDIA PARA AS MULHERES - PELO FILME BRIDESMAID (que ainda não chegou no Brasil)

Pra quem assistiu ao Oscar, mas perdeu o Critics Choice Award (que é respeitado como o Oscar, mas ao invés de ser votado pela Academia é votado pelos críticos dos EUA), perdeu a esnobada que Judd Apatow deu não só em Jerry Lewis, mas também em tantos comediantes brasileiros que teimam em acreditar e dizer que mulher não consegue ser engraçada.

Judd Apatow ao receber o premio pelo melhor filme de comédia de 2011, que teme Kristen Wigg como uma das estrelas e escritoras do filme disse que provou que Jerry Lewis estava errado: "Uma vez Jerry Lewis disse que ele não achava que as mulheres eram engraçadas. Então, com todo o respeito: Vá se fuder!!!"

Não só Jerry Lewis, mas uma penca de comediantes brasileiros do CQC vivem afirmando isso. Fazem até piada com isso. Em todas as áreas, sempre tem um engraçadinho tentando provar que as mulheres não conseguem, não sabem, não podem... é até cansativo de tão repetitivo. 




6 comentários:

  1. Se formos falar de conteúdo machista em propagandas teremos é pano pra manga... Afinal de contas o que dizer das propagandas de cerveja em que as mulheres são postas de biquini/roupinha colada e tratadas como simples objetos sexuais??? E aquela da pastilha para privada em que o marido chama a esposa para trocar a pastilha ( em vez dele mesmo fazer o serviço ), e fora mtas outras que agora não me recordo... MTO revoltante!!!!

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  2. Oi Liliane! Tudo bom? Fico feliz em te receber aqui no blog. É verdade mesmo o que vc. diz sobre as propagandas. As vezes penso que são tantas, que se fossemos listar e comentar todas teríamos algo parecido com uma biblioteca de cinco andares! Sinta-se a vontade pra comentar ou me mandar por email pra eu publicar.

    Lendo o seu comentário, lembrei de uma da maionese Hellmann's que o marido (que esta na rua) liga pra mulher (que esta em casa) pra dizer que ela pode comprar maionese hellmann's porque tem pouca caloria!!! Ela deveria responder algo do tipo: Meu! Compra você que ta na rua, seu folgado! Não é mesmo?

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  3. Anônimo7/3/11 23:54

    Parabens a autora. Realmente Ponyo é um dos melhores filmes de animação que eu ja vi. Não é a toa que bateu recordes de bilheteria no Japao e ganhou varios premios. Alguns podem achar infantil demais. Mas esses sao os que nao conseguem enxergar a pureza e a linda mensagem de amor e companheirismo do filme. Alem de toda essa parte anti-sexista, que é extremamente importante. O Hayo realmente merece ser tratado como genio. Pena que no Ocidente ele nao é tao conhecido. Ele fez tbm outros grandes filmes de animação, alguns dos maiores de todos os tempos, como A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado, Meu Vizinho Totoro, Princesa Mononoke e agora Ponyo.

    E alem das mensagens sao filmes muito divertidos, mas muito mesmo. Tanto pra criança, como pro adulto tbm.

    Bem melhores do que os da Disney, por exemplo. Inclusive, nao é a toa que eles tem comprado os direitos dos filmes do Hayo para distribuir nos EUA.

    Abs!

    Schneider

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  4. Hoje vi a nova propaganda do Sedex, aonde eles citam exemplos de atletas a serem seguidos pelas "crianças".
    Entretando, as crianças são todos meninos. Não aparece nenhuma menina na propaganda!
    E temos muitas atletas de ponta mulheres! Mas a mídia parece não se lembrar de Martha, Mauren Maggi, Leila, Hortensia...
    Não gostei daquela propaganda! Acho que tinha que mostrar meninas fazendo esporte!
    Não sei se você viu, depois você me diz!
    O seu blog é muito bom, entretando é difícil navegar nele. Por que não faz a navegação dele tornar-se como os outros blogs?
    bjo

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  5. Olá Nanninha!

    Ainda não vi essa propaganda, mas agradeço seus elogios e sua contribuição. É sempre bom ouvir elogios e é isso mesmo o que precisamos no blog: contribuições, pesquisas, comentários para somar. Tudo o que puder enriquecer ainda mais este blog.

    Construi o blog desse jeito porque na verdade queria um site e não um blog, mas vou pensar no que você disse. O blog precisa mesmo de uma boa manutenção. Obrigada e tudo de bom pra você!

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  6. Olá a todos! Eu realmente fico impressionado com os esforços sem limites da mídia em desvalorizar a mulher! É desumano apresentar desta maneira puramente degradativa e pejorativa a mulher, impregnando em toda a sociedade o preconceito, discriminação, desvalorização, limitação, incapacidade que ficam nitidamente evidenciadas na 'publicidade' por pessoas inteligentes e irremediavelmente assimiladas no subconsciente, refletindo no comportamental, pelos menos capazes! Isto no mínimo deveria gerar uma revolta maior do que as mais de 300mil visualizações online até o momento.

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