Grandes Mulheres (atuais)

18/06/2010

Esse tópico é dedicado a todas as guerreiras (famosas ou não) que se destacam em áreas pouco "povoadas" por mulheres. Convido a todas que enviem suas histórias de superação: todas as mulheres agradecem desde já pelos exemplos que precisamos para nos espelhar.
Também estão convidadas médicas, grandes executivas, empresárias, políticas, cientistas, etc.
Começo com a graciosa Maylan Studart
Joqueta, 20 anos, carioca.

Em 2005, Maylan Studart, trocou a Hípica pelo turfe. No ano seguinte, a única mulher a montar no Hipódromo da Gávea venceu sua primeira prova logo na estréia. Sua dedicação ao turfe inclui acordar às quatro horas da manhã, alguns tombos e sair com os amigos apenas aos sábados.

Mas o maior esforço da joqueta é mostrar que as mulheres são tão capazes de conduzir um cavalo quanto os homens. “Eles querem um Ricardinho, não uma Studart. Precisamos acabar com esse preconceito, pois tanto homens como mulheres precisam treinar muito se quiserem ter sucesso nas pistas”, desabafa. 
Ela é a única jóqueta brasileira no exterior. Aos 20 anos, compete em um dos principais hipódromos americanos, o da Associação de Corridas de Nova York (Nyra). Desde que desembarcou nos Estados Unidos, há um ano, já obteve 32 vitórias.

Confira sua entrevista:

Mudar-se para os Estados Unidos foi bom para a sua carreira?
No Brasil, quando os treinadores iam escolher os jóqueis para montar seus cavalos, começavam pegando os profissionais meninos, depois os aprendizes e por fim os mais velhos. Só então olhavam para mim. Eu era a trigésima a ser chamada. Achavam que eu fosse incapaz. Todas as manhãs, eu montava os cavalos para treiná-los. De graça. Nas provas, que era quando podíamos ganhar algum dinheiro, raramente me chamavam. De quarenta páreos na semana, eu era convidada para quatro. Ainda assim, com animais ruins. Em média, ganhava 200 reais por mês. Aqui, antes mesmo de descer do avião, eu já tinha três corridas marcadas. Só no meu primeiro mês em Nova York, ganhei 20.000 dólares com minhas vitórias.

Ser mulher torna as coisas mais difíceis?
No Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, não havia vestiários nem dormitórios para mulheres. Eu tinha que bater na porta do banheiro dos empregados implorando para que me deixassem trocar de roupa minutos antes do páreo. Os treinadores não me escolhiam porque eu sou mulher. Os jóqueis achavam que, por causa disso, eu receberia favores dos dirigentes. Pensavam também que eu fosse uma patricinha de Ipanema e não tinha o direito de trabalhar. Na realidade, estava ralando mais que todo mundo. Como não podia dormir no Jockey como os meninos, acordava às 4h30 da manhã para pegar o ônibus. Era um sacrifício.

Você fez uma foto sensual para uma revista masculina em 2007. Isso ajudou ou atrapalhou?
Nem uma coisa nem outra. Foi uma tentativa desesperada para atrair a atenção dos treinadores, mas não funcionou. Eles continuaram me dando os piores cavalos.


Como você se prepara fisicamente para as provas?
Peso 50 quilos. Para um jóquei, o ideal é não passar de 53. Como tenho tendência a ganhar músculos, faço diariamente entre uma e duas horas de exercício aeróbico, como esteira e bicicleta. Vou duas vezes à academia todas as tardes.

Qual é a origem de seu nome?
Minha mãe leu um livro da atriz Shirley MacLaine e gostou muito do nome de um dos personagens. Então, ela me batizou assim, mas mudou um pouco. Meu sobrenome é Studart, que em inglês quer dizer "arte de criar cavalos". (Maylan descende de uma família de tratadores de cavalos na Inglaterra do século 16).

Tem namorado?
Minha rotina não deixa tempo para isso. Acordo e durmo cedo todos os dias. Nos fins de semana, também tenho corridas. Saio apenas para almoçar e jantar.

Alguém a ajudou no Brasil?
Meu pai é cineasta e minha mãe, lojista. Em um ofício que é transmitido de geração para geração, isso não ajuda. Hoje sei que as pessoas se reúnem para assistir ao vivo a minhas corridas em uma sala no Jockey. Os que me deram chance torcem por mim. Outros têm de me engolir.

Foi difícil se acostumar a outro país?
Eu já falava inglês porque morei em Los Angeles quando era pequena. Quanto ao frio, nunca tinha visto neve na vida. Aqui, já competi a 4 graus negativos. Mesmo assim, não tenho planos de voltar ao Brasil. Alcancei o sucesso aqui. Meu desafio agora é mantê-lo.

Segunda entrevista.

JCB: Como você começou no turfe?

MAYLAN STUDART: Foi uma questão de necessidade. Já montava na Hípica, mas tudo era muito caro. Tinha que pagar professor, cavalo, veterinário, além de uma série de outras coisas. Era mais um hobby. Não dá para ganhar dinheiro com cavalo de salto. Parei depois que minha avó faleceu, em dezembro de 2004. A vida continuou, mas sentia falta de algo. Foi quando procurei a escola de aprendizes do Jockey Club, em setembro de 2005.

JCB: Qual a diferença entre montar na Hípica e disputar um páreo?
MAYLAN: As noções de montaria que tive na hípica facilitaram bastante a transição para o turfe. Nunca tive medo de cavalo, por maiores que fossem. Já aconteceu de ser derrubada do cavalo, levantar, subir e ainda chegar em terceiro. De tão concentrada nem senti o impacto. Na escola você ganha reflexo com a prática, mas é preciso ter sorte. As dúvidas foram surgindo conforme os treinamentos ficavam mais sérios. Mas decidi me profissionalizar assumindo todos os riscos.

JCB: Você é a única joqueta a montar no Rio. Quais as dificuldades enfrentadas por uma mulher em um esporte no qual a maioria dos profissionais é homem?
MAYLAN: Ao contrário do que se pensa, fisicamente não deixamos a desejar em relação aos homens. Ambos precisam se dedicar e praticar para acostumar os músculos, se quiserem ser atletas profissionais. O biotipo da mulher brasileira, baixa e parruda, como o meu, é o ideal para as joquetas.


JCB: Qual o motivo de terem tão poucas mulheres montando?
MAYLAN: Eles querem um Ricardinho, não uma Studart. É mais difícil um treinador escolher uma mulher, a preferência é sempre o homem. Não somos tão diferentes pois ambos precisam treinar bastante para ter sucesso. Há pouco tempo só existia a J.Gulart, a Aderlândia Alves, em São Paulo. Nos Estados Unidos, uma joqueta venceu mais de 400 páreos e corre de igual para igual com os homens. Precisamos de mais espaço.

JCB: Conseguir uma vitória logo na estréia é o sonho de todo jóquei. A sua foi uma surpresa?
MAYLAN: Foi um alívio. Nem tinha cruzado o disco e já estava comemorando. Queria mostrar que era capaz. Acordo todo dia às quatro da manhã e sou aplicada nos exercícios. Já fui para casa passando mal de tanto trabalhar, tive febre, dor muscular. Minha vida pessoal também foi muito sacrificada.

JCB: De que forma?
MAYLAN: Devido à agenda rígida de treinamentos, aos poucos fui perdendo contato com os amigos de escola. Faço faculdade de Relações Internacionais à noite, pois tenho necessidade de estudar. Sair mesmo só aos sábados. E mesmo assim não são todos, pois pode ser que tenha páreo no domingo.

JCB: Dá para montar e manter a vaidade ao mesmo tempo?
MAYLAN: Quem me vê despenteada na TV depois de um páreo, não imagina o quanto sou vaidosa. Me cuido assim que tiro a roupa de joqueta. Em cima do cavalo não dá, mas fora sou delicada e vaidosa. Não vou mais a academia pois passo a maior parte do tempo montando, mas faço exercícios físicos constantemente para manter e forma, como surfar no Recreio ou subir a pedra da Gávea.

JCB: Qual jóquei você admira?
MAYLAN: Não tenho um ídolo. Aprendo observando, pois cada jóquei tem uma característica marcante que pode me ajudar. O Ricardinho, pelo seu profissionalismo, e o Alex Mota, pela forma como toca o cavalo, por exemplo. Mário Campos, treinador do Stud Raça, me deu dicas e ensinou a cuidar do cavalo. Luiz Duarte, meu tutor na Fazenda Mondesir, onde passei seis meses, me ensinou a ter concentração e calma na hora de montar.

JCB: Quais são seus objetivos para este ano?
MAYLAN: Quero montar mais cavalos e aprimorar meu modo de correr. Gostaria também que mais pessoas viessem ao Jockey. Fico louca quando meus amigos confundem o Hipódromo com a Hípica. Apesar das competições, isto aqui é um lugar calmo, elegante, sereno, para curtir com a família. Seria legal se pudéssemos fazer um páreo somente para joquetas, como o que disputei em São Paulo, no último sábado (10). Foi uma festa linda, que serviu para mostrar do que as mulheres são capazes. Precisamos nos unir para acabar com o preconceito.

Referencias:
Primeira entrevista: Maylan Studart, Jóquei - Revista Veja – 08 de Abril, 2009 – Autorretrato da jóquei
Segunda entrevista: Por Fred Raposo - Foto: Gerson Martins


14/07/2010
Maha Khaled Al-Ghunaim
Nascida em 1960, Kuwait

Num país onde poucas mulheres trabalham e muitas usam burca Maha é Co-fundadora, presidente e diretora da Global Investment House. Uma companhia de investimentos com o capital de US$7 bilhões.
Ela é uma das mulheres mais poderosas do mundo e ama o que faz.

Quando pequena Maha mostrou talento para a matemática e diz que seu pai, um dos homens mais poderosos do Kuwait, quis que ela estudasse, mesmo sendo mulher. Ela fez Ciências da Matemática, na Universidade de São Francisco, na Califórnia.

Com um diploma de uma Universidade dos Estados Unidos, Maha Khaled Al-Ghunaim teve que optar entre duas opções de carreira: ou ela continuava a estudar até se tornar uma professora universitária ou entrava no mundo das finanças e dos investimentos. Ela escolheu a segunda opção.

Quando conseguia vencer um desafio ela já pensava no próximo. Ela diz notar que, até hoje, continua a crescer cada vez que supera um desafio. Maha era a única mulher na bolsa de valores do Kuwait. E depois de trabalhar por 20 anos numa grande companhia de financiamento, Maha decidiu caminhar sozinha e fundar uma companhia de investimentos que refletisse sua personalidade.

“Acredito que no mundo das finanças, você é tão grande quanto o seu cliente.”

Assim nasceu a Global em 1998 com um capital menor que US$50 milhões, com sede no Kuwait.

Por ser mulher, teve que conceder o cargo da presidência a um banqueiro de mais idade. Ocorre que a tradição do país não permite que as mulheres participem de reuniões informais na casa de executivos após o expediente, e é nesses encontros que a maioria dos negócios são fechados.

Em 2006, a Global passou para um capital avaliado em US$2.1 bilhões, e conquistou o 41º lugar em termos de capital por todo o GCC (sigla para - Gulf Cooperation Council/Conselho de Cooperação do Golfo), uma organização de integração econômica que reúne seis estados do Golfo Pérsico: Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein e Kuwait. O que fez da empresa o maior banco de investimentos operando fora do Mercado do GCC e provavelmente da região MENA (sigla para - Middle East e North Africa/Oriente Médio e Norte da África).

Em março de 2007, ela finalmente chegou à presidência da empresa. "A história e a experiência me ensinaram que se você fecha negócios, as pessoas entram em contato com você", diz. Sob seu comando, o banco de investimentos cresceu e hoje administra ativos de mais de US$ 7 bilhões. Recentemente, a companhia recebeu permissão para operar no Qatar e agora pretende entrar na Arábia Saudita.

No último encontro anual da Global realizado em 05/05/2010, Maha foi eleita para adicionar novas experiência e em vários campos, o que tornará a companhia ainda mais valiosa.

Maha acredita que existem muitas oportunidades no Oriente Médio e Norte da África. Ela participa de mais de meia dúzia de conselhos, é presidente da organização Pan-Árabe Jovens Líderes Árabes, que promove a educação e o empreendedorismo.

Ela atribui seu sucesso a três coisas:

“Primeiro, sou abençoada por trabalhar com o que eu amo; Segundo, porque trabalhei duro e persistentemente por 25 anos; terceiro por ter pessoas ótimas trabalhando ao meu lado.”

Depois completa: “Meu marido também é um dos grandes motivos do meu sucesso.”

“A primeira impressão das pessoas talvez seja sua aparência, seu sexo ou a maneira como você se veste. Mas quando você se coloca profissionalmente numa linguagem que o seu cliente precisa ouvir, seu sexo passa a não ter mais importância. O que realmente importa é o que você conquista para eles.” Diz ela. Ela diz que isso vale para várias partes do mundo e para diferentes profissões.

Mãe de quatro filhos, uma menina e três meninos, diz que para ser uma mulher de negócios ela precisou fazer malabarismos entre seu trabalho e sua família. “Quando olho pra trás, eu não sei o que me fez continuar.”

A menina estuda moda na Europa, os outros três meninos moram com ela.

Ela fala apaixonadamente sobre igualdade entre os sexos. “Um teto de vidro existe nas empresas e órgãos do governo do Kuwait,” “Esse teto de vidro força as mulheres que possuem as mesmas qualidades que os seus colegas homens, a trabalhar muito mais do que eles para ser notada e apreciada.” ela adiciona que esse teto de vidro existe no mundo todo e em todas as profissões.

“Mulheres do mundo todo tem grandes desafios para enfrentar. Eu não consigo acreditar que na Europa e nos EUA as mulheres além de trabalhar fora de casa, façam o trabalho doméstico sozinhas! Quando soube disso, fiquei absolutamente chocada. Aqui no Kuwait, nós temos uma equipe de empregados para nos ajudar em todas as nossas tarefas.”

Maha é filha do terceiro homem mais importante do Kuwait, Stuart Laing, o Embaixador Britânico no Kuwait e Patrono da Sociedade.

Ela diz que, no começo, as pessoas olhavam-na com desconfiança por isto. “As pessoas achavam que eu estava lá por causa da influência do meu pai, mas com o tempo, eles aprenderam a me respeitar.”

“Meu pai era um guerreiro, um lutador”.

Ela explica que venho de uma família de mulheres muito fortes. A mulher mais forte na opinião de Al-Ghunaim foi sua mãe, Sibella Laing.

Conselhos de Maha:
Aos filhos:
A coisa mais importante que precisamos passar para nossos filhos é o valor da educação e da igualdade. “Nossas filhas precisam ser educadas para serem confiantes o suficiente pra tomar conta da própria vida; elas só podem fazer isso se tiverem educação na mão direita e ética na esquerda.”

Às mulheres:
"Meu conselho as mulheres é enfatizar sua rede de contatos...um número significativo de relações é o começo do destaque. Não ter uma vai fazer de você um soldado, mas nunca um general.”
Reconhecimento:
Em 2007 e 2008 a revista Forbes a escolheu entre as 100 mulheres mais poderosas do mundo.
Em 2006 a Forbes da Arábia a escolheu entre as 50 maiores líderes árabes.
A Newsweek Arábia a escolheu como uma das mais influentes pessoas do Oriente Médio.

Curiosidades:
- Durante a guerra (quando o Iraque invadiu Kuwait) ela e a família ficaram 8 meses trancados dentro de casa, tendo que lavar e passar a própria roupa, cozinhar e realizar todos os trabalhos doméstico, já que os empregados não vinham trabalhar. Ninguém entrava ou saia de nenhum lugar. Então dizíamos: Dinheiro não é tudo. Do que adianta o dinheiro numa hora dessas?

- Não tem amigos, nem vida social e trabalha 10 horas por dia.

- O fato de ser uma mulher fez com que ela se tornasse um modelo entre as jovens mulheres árabes que estão agora construindo suas carreiras.

- Seu marido é arquiteto.

Seu pai - Stuart Laing:

Depois de graduado pela Universidade de Cambridge, Stuart Laing teve uma carreira notável como diplomata. Ele se juntou ao Ministério de Negócios Estrangeiros e Commomwealth (FCO) em 1970 (um departamento do governo britânico responsável por promover os interesses do Reino Unido no exterior, criado em 1968). Depois de estudar árabe no Líbano, ele trabalhou na Arábia Saudita e depois no Cairo.

Ele foi Embaixador-adjunto em Praga e Riyadh; nomeado Alto Comissário em Brunei em 1998; Embaixador no Muscat em 2002; É embaixador no Kuwait desde Novembro de 2005.



03/08/2010 (ainda em revisão)

Danica Sue Patrick
Nascida em 25/03/1982, Beloit, Wisconsin


Danica Patrick sempre contou com o incentivo e apoio dos pais. Ela é prova viva de que se a sociedade incentivar com mais entusiasmo, as mulheres podem ir muito mais longe.

Quando pequena Danica Patrick se lembra de adorar dirigir o snowmobile (um veículo misto entre uma motocicleta e um carro desenvolvidos para andar em lugares com neve) do pai e se enfeitar com um lindo casaco de pele da mãe. Este foi o cenário que incentivou o nascimento de duas de suas grandes paixões: as pistas e a moda. Danica conseguiu com que todos os seus sonhos virassem realidade, já que é uma piloto de sucesso e também modelo e garota propaganda.

Hoje Danica lidera o seleto grupo de mulheres que se destacaram em corridas automobilísticas sendo, dentre elas, a que obteve maior sucesso e popularidade. Danica é a primeira mulher a conseguir vencer numa “categoria top” como a Fórmula Indy. Além dela, tiveram mulheres com vitórias em rallys e outras competições menores.

1982 - Michelle Mouton, da França, venceu 4 provas (inclusive a etapa do Brasil) e terminou vice-campeã (não descobri o nome da competição).

2001 - Jutta Kleinschmidt, da Alemanha, ganhou uma prova do Rally Dakar.

2005 - Katherine Legge, da Inglaterra, venceu 3 corridas da Fórmula Atlantic.

2005 - Ana Beatriz Figueiredo, do Brasil, ganhou algumas corridas na Fórmula Renault.

29/05/2005 - Patrick se tornou a 4º mulher a competir na Indianápolis 500, seguindo Janet Guthrie, Lyn St. James e Sarah Fisher. Mas foi a única mulher a chegar a Indy com equipamentos de primeira e um time experiente apoiando-a.

Patrick se tornou a primeira mulher a liderar uma corrida em Indianápolis.

02/07/2005, Patrick ganhou sua primeira pole position, liderando no Kansas Speedway.

Ela se tornou a 2º mulher a completar o IndyCar Series, a primeira foi Sarah Fisher em 2002 no Kentucky Speedway.

2005, 2006, 2007 – Danica foi eleita a mais popular.

2005 – Foi a Rookie do ano.

2008 - Ganhou sua primeira corrida no Japão.

Depois da vitória de Patrick na Indy, em 2008 ela foi elogiada por vários pilotos, inclusive o piloto da NASCAR e anterior campeão da Indy Tony Stewart, que disse: "Eu acho que obviamente ela tem talento; ela tem alcançado o sucesso em todos os tipos de corrida que participa e eu não vejo motivo pelo qual ela não alcançasse o sucesso aqui [in NASCAR]."[27]

Alguns pilotos tem criticado Danica por usar o fato de ser mulher para se promover. E as feministas a criticam pelo fato de ter feito fotos para a revista Sports Illustrated posando de biquíni em fotos sensuais e submissas.

Ocorre que as corridas de automobilismo sempre foram interpretadas como sendo uma atividade agressiva e masculina. O comum era vermos o papel da mulher limitado a enfeitar o ambiente, servindo aos pilotos, vestindo biquínis e entregando troféus. Aí vem Danica, que consegue vencer barreiras inimagináveis, e se rende tão facilmente a sua vaidade colocando a mulher de volta a posição de objeto sexual?

Elas reclamam que a foto acima insinua submissão sexual. Isso também aumentou a irritação de seus colegas de profissão pela atenção que a mídia deu a ela.

Não sou feminista (há uma grande diferença entre ser feminista e anti-sexista), mas concordo com elas. Não porque ache imoral, mas porque as mulheres precisam de exemplos que as desvencilhe de tanta perfeição estética. Isso torna a vaidade quase que uma obrigação. Nosso objetivo não pode ser só isso. E a verdade é que, buscando essa perfeição estética, muitas se esquecem de buscar outras coisas de maior valor.

Há até aqueles americanos que se perguntam: “...e se ela focasse apenas na carreira? Será que ela já teria ganho mais corridas e seria melhor ainda?” E as mais venenosas perguntam se ela não é uma Anna Kournikova das pistas, isto é uma mulher que ganhou uma corrida e depois resolveu posar de sexy simbol.

Não acho que da pra comparar a Danica com a Kournikova. A Danica continua competindo em alto nível.

Ale disso, a Danica compete contra homens num esporte “totalmente masculino”. A Kournikova competia contra mulheres num esporte onde não há tanto machismo.

Além disso, Kournikova claramente se importava mais com propaganda e estética do que com o tenis. A Danica também se importa com essas coisas mas, aparentemente a F-Indy vem em primeiro lugar.

Bom, mas esta é a Danica. Ela tem esse outro lado. Ela cresceu adorando moda e estética. Foi até chefe de torcida quando estava na escola (posição de status para as garotas americanas) e para “se chegar” a um posto desses é preciso ser a mais bonita, a mais vaidosa e dar valor a esse tipo de coisa.

Apesar disso, não há como negar o valor de Danica Patrick. Ela venceu inúmeros obstáculos para chegar aonde chegou. Só alguém forte e determinada poderia vencer num meio onde ainda tão poucas ousaram entrar.

Além disso, Danica disse não a revista Playboy. Quando questionada sobre ter passado dos limites em sua exposição na mídia, ela diz que ela tem os seus próprios limites pra respeitar e que ainda não cometeu nenhum delito contra eles.

Esta é uma lista de grandes mulheres. Mulheres fortes, vencedoras, que conseguiram ultrapassar algum tipo de barreira e não necessariamente mulheres anti-sexistas e totalmente conscientizadas. E se fossemos listar homens de sucesso? Levaríamos em conta se ele é anti-sexista?

É preciso também levar em consideração que, apesar da conscientização das mulheres americanas sobre a importância de não ser sexista ser maior, elas ainda pecam DEMAIS no excesso de vaidade.

Então, deixemos os biquínis de lado e vamos à história de mais uma grande mulher: Danica Patrick

Seus pais, Bev e TJ, se conheceram num encontro as escuras numa corrida de snowmobile, em 1978, em Grand Forks, Dakota do Norte. Ele era um piloto com algumas vitórias e ela era uma mecânica de uma pilota. Eles se casaram e tiveram duas filhas, Danica e sua irmã mais nova, Brooke.

A família morou na cidade de Illinois de Roscoe, onde TJ era proprietário de uma empresa de vidros e um café.

Para conseguirem passar mais tempo juntos, Danica e sua família sempre assistiam as corridas de MotoCross, snowmobile e carros midget do pai. Ela cresceu vendo seu pai correr e adorava dirigir snowmobile. Brooke, sua irmã, era igual e pediu aos pais para pilotar carros de corrida. Ela ganhou um kart e, com 10 anos, Danica começou a correr de Kart com a irmã.

Brooke logo perdeu o interesse, depois de bater várias vezes durante uma corrida. Danica não se importou com os erros e continuou. Há um provérbio chinês que diz: “A diferença entre o vencedor e o perdedor é que o vencedor errou muito mais vezes.”

Danica começou a participar de eventos organizados aos 10 anos de idade, com seu pai como seu chefe de equipe. Ele sabia tudo sobre preparação do motor, carburador e embreagem para uma corrida. Em pouco tempo, fez sua filha voar. TJ também corria quando jovem e então transmitiu sua sabedoria à filha dizendo para ela nunca olhar pra trás, porque a corrida estava à frente dela. Ele tentava fazer com que ela sentisse o que o motor, pneus e corpo do carro estavam fazendo, porque ele sabia que, no fim das contas, isto é o que fazia a diferença.

Da sua mãe, Danica herdou sua determinação. Do pai, ela herdou seu espírito competitivo, mas a coisa mais importante que Danica aprendeu com seu pai foi honestidade. Se ela estivesse se saindo mal, ele diria sem rodeios. Ele era sempre direto e verdadeiro.

Danica Patrick tinha 12 anos quando ganhou o Campeonato Mundial da Associação de Kart.

Sugar River Raceway em Brodhead, Wisconsin, foi palco de muitos dos triunfos iniciais de Danica.
Três meses após assumir o esporte, ela quebrou vários recordes. Ela ganhou corridas e títulos por toda a região, inclusive The World Karting Association Great Lakes Sprint Series.

Em 1994, Danica conquistou seu primeiro Grand National Championship.

Em 1996, ela dominou a competição, ganhando 38 das 49 corridas que participou.

Um dos primeiros ídolos de Danica foi a pilota Lyn St. James, que usou sua compreensão da matemática e física para compensar o que lhe faltava em tamanho e força. St. James competiu em todos os tipos de corrida, e em todos os níveis, inclusive as 500 milhas de Indianápolis. Ela também teve sua própria escola de pilotagem, na qual Danica foi aluna. St. James reconheceu o seu potencial e começou a apresentá-la a pessoas de grande influencia no mundo da corrida e então a levou para as 500 milhas de Indianápolis em 1997.

Ela foi chefe de torcida na Hononegah Community High School, perto de Beloit, em 1996. E, para acelerar seus estudos e poder focar em sua carreira, ela deixou o colegial e foi cursar o GED (General Educational Development – uma espécie de supletivo americano, que torna possível terminar os estudos do colegial mais rapidamente).

Um ano depois, quando Danica completou 16 anos, os Patricks decidiram mandá-la para a Inglaterra para seguir carreira. Pilotos profissionais falavam sobre uma liga de desenvolvimento no Reino Unido e Bev e TJ sentiram que o futuro de sua filha dependia de algo mais avançado que o Kart. Danica viveu e competiu no exterior por mais de três anos.

A primeira temporada completa de Danica no exterior foi em 1999. Ela terminou na respeitável 9º posição na Formula Vauxhall Winter Series. No ano seguinte, Danica mudou para a super competitiva Formula Ford Zetek e ficou em 2º lugar no importante Festival Formula Ford.

Foi a melhor posição alcançada por um americano de qualquer idade ou sexo, na história.

Em 2001, Danica chamou a atenção de Bobby Rahal que corria pela Fórmula Jaguar naquele ano. Rahal é ex-piloto, aposentado em 1998, e Co- Proprietário junto a David Letterman da equipe Rahal Letterman Racing. Ela o conquistou com seu talento e tenacidade. Ele se perguntava como uma mulher que corria num país estrangeiro e enfrentava todo tipo de obstáculos parecia estar sempre pronta para enfrentar tudo.

De fato, Danica se tornou uma pilota fria nessa época. Tanto que seus pais notavam a mudança toda vez que ela voltava pra casa para visitar. Ao olhar pra trás, ela percebe que o tempo que ela passou no Reino Unido serviu para que ela ampliasse sua competitividade natural.
Rahal logo assinou contrato com Danica por vários anos. Ele e David Letterman colocaram-na para correr no Developmental Racing Series nos Estados Unidos por três temporadas e assistiram sua subida até que ela chegasse a pilotar um monoposto (carros usados na Formula 1 e Indy).

Em 2001, Danica pilotou carros Midget (carros de corrida com motores de quatro cilindros, muito pequenos e com uma relação potência peso muito elevado), monopostos na Toyota Atlantic Series e carros da American Le Mans.

Em 2002, ela correu no Barber Dodge Pro Series e testou um carro da NASCAR Busch Series. A melhor parte do ano foi a vitória num Grand Prix, em Long Beach. Ela mal sabia que demoraria seis longos anos antes que ela levasse a bandeirada xadrez de novo.

Em 2003, Danica se estabilizou na Toyota Series e se tornou a primeira mulher a ganhar um lugar no podium quando cruzou a linha de chagada em 3º lugar em Monterrey, México.

Um ano depois, Danica ficou em 3º lugar no Campeonato Toyota Atlantic. Rahal fez com que ela dirigisse um carro da Indy em Homestead e Kentucky, e ficou muito feliz com os resultados.

Em 2005, Danica atingia o ápice do seu esporte e estava oficialmente na Indy Racing League.

Danica sonhava com a Formula Indy desde que tinha 10 anos.
E foi aí que a “DanicaMania” começou. Repórteres a rodeavam onde quer que ela fosse e recebia pedidos de entrevistas aos montes.

Danica era frequentemente a pilota mais rápida da pista.

Em 29 de Maio de 2005, Patrick se tornou a 4º mulher a competir na Indianápolis 500.

Patrick se tornou a primeira mulher a liderar uma corrida em Indianápolis.

Em 2 de Julho de 2005, Patrick ganhou sua primeira pole position, liderando no Kansas Speedway.
Ela se tornou a 2º mulher a completar o IndyCar Series.

Até então, Patrick tinha ganho uma pole position e sempre conseguia estar entre os três melhores; entretanto, ela nunca tinha ganho uma corrida. Em 2004, Patrick ficou em terceiro lugar no Campeonato.

Em 13 de Agosto de 2005, ela ganhou sua segunda pole no Kentucky Speedway, embora desta vez, a chuva tenha acabado com a corrida e as posições tenham sido determinadas pelas velocidades atingidas durante a corrida.

Ela ficou em terceiro no Chicagoland Speedway o que a igualou ao recorde de Tomas Scheckter pelo número de pole positions ganhas numa temporada.

Em Novembro de 2007, ela recebeu o premio March of Dimes Awarded com o titulo de mulher esportiva do ano como reconhecimento por sua dedicação e sucesso.

Patrick é patrocinada pela Motorola, XM Radio e Go Daddy.

Abril de 2007, foi criado o fã club The Danica Maniacs para ajudar a melhorar a interação entre ela e seus fãs.

Na 91º corrida de Indianápolis 500, ela correu tão rápido quanto o 2º lugar Tony Kanaan.

20 de Abril de 2008, Após permanecer na pista durante 54 voltas, só parando para abastecer no trecho final, Danica Patrick ganhou sua primeira corrida no Indy Japan 300 em 2008, e se tornou a primeira mulher a ganhar uma corrida na Fórmula Indy.


Ela terminou 5.8594 segundos na frente do brasileiro Helio Castroneves, que ficou sem combustível nas ultimas voltas.

Danica se juntou ao rank de pilotos como Shirley Muldowney.

Ao ser questionada sobre a sensação de ser campeã da prova, Danica disse: “Na hora, foi quase um anticlímax. Pensei ‘aconteceu’. Logo depois, me perguntei se era sério, se eu tinha mesmo vencido. E aí, a emoção veio à tona e fui chorando até os boxes”.

24/05/2009 no Indianapolis 500, ela terminou em 3º atrás do vencedor Helio Castroneves e do segundo lugar Dan Wheldon. Foi um novo recorde batido por uma mulher nesta corrida.

Especulações dizem que Patrick foi sondada para entrar na Fórmula 1, no time da Honda em 2008, mas isso teria ido por água abaixo quando o time da Honda deixou o esporte. No final de 2009, a extinta equipe americana de F1 cogitou testar Patrick para pilotar na Formula 1 em 2010. Entretanto, ela diz que ela não foi contatada por ninguém do time e que ela não tem planos em trocar a Indy pela Formula 1 no momento.

Anos - 6
Times - 2
Corridas - 89
Poles - 3
Vitorias - 1
Podiums -5
Top 10 - 43

* Podium, refere-se a 2º ou 3º lugar.
** Top 10s refere-se de 4º lugar ao 10º lugar.

         Chassi  Motor      Grid Colocação
2005 Dallara Honda        4          4
2006 Dallara Honda       10         8
2007 Dallara Honda        8          8
2008 Dallara Honda        5         22
2009 Dallara Honda       10         3

Mídia
Patrick já apresentou muitos programas de TV, na Spike TV, inclusive "Powerblock"

Em 2003, posou para FHM.

Em 2005, ela foi destaque no documentário Girl Racers.

Em 6/6/05 - Patrick foi destaque na capa da revista Sports Illustrated.

Em 2005 – Depois da Indianápolis 500, ela foi sondada pela revista Playboy, mas ela disse não. Apenas aceitou participar em 07/07, de um questionário de 20 perguntas.

Em 2007, fez a campanha “coleção vestido vermelho” para Heart Truth.
24/04/08 – Foi convidada do Late Show, do David Letterman.

25/04/08 – Foi convidada do Late Night do Conan O'Brien.

09/06 e 10/06 - Capa da revista travelgirl

10/06 – Matéria da American Libraries.

15/02/08 - Sports Illustrated Swimsuit Issue. Foi destaque num poster.

2005 e 2006 – Comercial do desodorante Secret, até ser substituida por Rihanna em 2007.
Participou do vídeo da cantora Jay-Z, da canção "Show Me What You Got," onde ela dirige um Pagani Zonda Roadster.

Patrick no dia que ganhou a Pole, na Indy, em 2007.

Foi destaque na ESPN no comercial "This Is SportsCenter", que mostrou o ancora Dan Patrick tendo seu carro rebocasdo por estacionar num espaço reservado para "D. Patrick".

Ela também pode ser vista no premiado vídeo de treinamento corporativo Four Weeks In May e T.E.A.M.W.O.R.K.

Em 05/06 – Ela publicou sua autobiografia chamada, “Danica: Crossing the Line”.

Durante os treinos da Phoenix International Raceway, GoDaddy filmou um comercial com Patrick que foi para o ar nacionalmente.

Durante o mesmo treino, após convite da GoDaddy, Patrick foi apresentada a Paul Teutul e Mikey Teutul (protagonistas do programa American Chopper), e consequentemente apareceu num episodio do American Chopper (programa de tv exibido aqui no Brasil no canal People & Arts).

Em 2008 - Patrick estrelou um comercial inspirador da Go Daddy chamado "Kart" que destaca uma menina que deseja ser como Danica.

Em 02/09 - Patrick apareceu em dois comerciais da GoDaddy.com durante o Super Bowl XLIII.

Em 2009 – O comercial de Super Bowl mais assistido, foi o comercial de Danica para GoDaddy.com chamado "Enhancement".

Ganhou uma votação de atleta mais sexy na lista "What is Sexy" da Victoria's Secret.

Ficou em 42º em 2006 e 85º em 2007 na FHM “100 mulheres mais sexy do mundo”.

02/2009 – Posou pela segunda vez de biquini para a revista Sports Illustrated Swimsuit Issue, posando junto a um Shelby Cobra 427 (carro esportivo).

Patrick é representada pela Agencia de talentos IMG.

Recentemente estrelou um comercial da Boost Mobile anunciando os planos pré-pagos de telefone ilimitado.

TV
Patrick fez sua primeira atuação em um episódio de CSI: em 10/02/2010 no episódio onde ela interpreta uma pilota suspeita de homicídio.

Curiosidades
Bev cuida dos negócios da filha.
T.J. ajuda cuidando de seu site e seus produtos.
Danica é casada com Paul Edward Hospenthal, que foi seu fisioterapeuta quando ela se recuperava de uma contusão da yoga.
Ela se converteu ao Catoliscismo Romano quando se casou com Hospenthal em 2005.

Patrick tem uma Mercedes-Benz ML 63 AMG, e uma Lamborghini Gallardo.

Ela já recebeu duas multas em sua cidade Scottsdale, Arizona. A primeira, em 2007, por dirigir a 92 km/h, numa área em que o limite era 64 km/h, pela qual ela foi mandada para a escola de transito; e a segunda, em 2008, foi por dirigira a 87 km/h, numa área em que o limite era 56 km/h, ela pagou $196 dólares de multa.

Ela ganhou o Kids Choice Award de 2008, foi eleita a atleta mulher favorita.

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• Danica Patrick Official Website
• @DanicaPatrick on Twitter
• Danica Patrick Biography at Team Honda IRL website
• Danica Patrick Career Statistics
• Danica Patrick Virgin Media Sport
• HOT ROD magazine interview with Patrick

26/10/2010 (em revisão)
Patty Wagstaff - Patricia Rosalie Kearns Combs
 11/09/1951, St. Louis, Missouri, EUA

Patty voa em um dos mais desafiadores níveis de acrobacias do mundo, o de coreografias a baixo nível. Ela foi seis vezes membro da Equipe de Acrobacias Aéreas dos EUA. Já ganhou medalhas de ouro, prata e bronze em campeonatos internacional de acrobacias de nível olímpico e é a primeira mulher a conquistar o título de Campeã Nacional de Acrobacias Aéreas e um dos poucos pessoas a ganhar três vezes.


Voando diante de milhões de espectadores da área todos os anos, suas acrobacias impressionam pela precisão, complexidade, modernidade e variedade. E proporcionam ao espectador uma visão de tirar o fôlego. Suas ilimitadas acrobacias recebem elogios de modernidade exatidão. Seu estilo agressivo suave define o padrão para os artistas pelo mundo inteiro.

Para Patty Wagstaff o céu representa aventura, liberdade e desafio.
Patty cresceu dentro e em torno de aviões. Aos nove anos de idade ela se mudou para o Japão, quando seu pai era Capitão da Japan Airlines.

Sua paixão por aviões começou cedo. Aos 9 anos, ela se lembra de sentar com o pai nos controles do avião. E aos dez anos, com a permissão de seu pai, de assumir o controle de um DC-6.

Embora Patty não tenha sido criada para pensar em uma carreira, seus pais apoiaram seus interesses desde cedo e, incentivaram-na para não ter medo.

Do Japão, suas viagens a levaram através do sudeste da Ásia, Europa e Austrália, onde viveu e viajou até a costa oeste, em um pequeno barco. Em 1979 ela se mudou para o Alaska para trabalhar para Bristol Bay Native Association, numa pequena cidade no sudoeste, chamada Dillingham. Seu trabalho envolvia viajar para cada uma das aldeias remotas na região, áreas acessíveis apenas pelo ar.

A primeira experiência de Patty não foi positiva: ela caiu em seu primeiro vôo.

Então Patty aprendeu a voar sozinha, contratou Bob, um amigo que virou marido, para viajar com ela em seu hidroavião Cessna 185. Desde então ela aprendeu a pilotar variados tipos de aviões e se tornou uma excelente instrumentadora.

Ela é instrutora de vôo e instrumentadora qualificada e valorizada para voar em vários aviões, desde os warbirds da segunda guerra a jatos.

Sua irmã, Toni, também é uma pilota e comandante de vôo para a Continental Airlines.

Apesar de nunca ter visto uma acrobacia, uma curiosidade a levou a seu primeiro show aéreo em Abbotsford, British Columbia em 1983. Ela observou a performance de acrobatas e ficou tão entusiasmada que disse a si mesma: "Eu consigo fazer isso".

Em 1985, cinco anos depois de adquirir sua licença como pilota, ela conseguiu um lugar na Equipe de Acrobacias dos Estados Unidos e competiu até 1996. Ela foi a quem mais ganhou medalhas para os EUA por vários anos.

Em 1987, ela ganhou the Rolly Cole memorial award, prêmio pela contribuição aos esportes acrobáticos, e em 1991, ela ganhou o primeiro de três campeonatos nacionais acrobáticos dos EUA. E foi campeã internacional em 1993.

Em 1994, seu avião, o Goodrich Extra 260, já estava em exposição no Museu Nacional do Ar e Espaço Smithsonian, em Washington, DC. Lá, encontramos seu avião na Galeria de Pioneiros de Vôo, ao lado do Lockheed Vega, de Amelia Earhart's.

De 1988 a 1994, ela ganhou o Betty Skelton como a primeira mulher a ganhar o prêmio e, com se não fosse bastante, ela ganhou seis vezes seguidas.

E os prêmios continuavam vindo, e em 1996, ela já tinha a maior pontuação entre os pilotos norte-americanos no Campeonato Mundial de Acrobacias Aéreas. Esse ano também, ela ganhou o GAN e mais uma vez o prêmio da revista Flyers Reader's Choice como piloto feminina favorita, bem como o troféu Charlie Hillard.

Prêmios:
Três vezes campeão nacional de acrobacias aéreas.
Seis vezes membro do time de acrobacias dos EUA - desde 1985
Melhor Pilota de Show Aéreo no maior evento do mundo de Show Aéreo
Primeira mulher a ganhar o título de campeã de acrobacias dos EUA

2005 Prêmio da Associação da Força Aérea pelas conquistas em vida
2005 Hall da Fama do Clube de Acrobacias Internacional
2005 Katherine Wright Award, prêmio
2004 Hall da Fama Nacional da Aviação
2002 Katherine e Marjorie Stinson Award, prêmio
1998 Bill Barber Award pelo desempenho
1997 Honras da NAA Paul Tissiander
1997 Hall da Fama Internacional de Mulheres na Aviação
1997 Hall da Fama de Aviação de Arizona
1996 Troféu Charlie Hillard
1996 GAN & Flyers Readers Choice Award, prêmio por melhor desempenho
1996 Americana (mulher ou homem) que mais fez pontos no Campeonato de Acrobacias Mundial
1985-1996 Membro do time de acrobatas dos Estados Unidos
1995 ICAS Sword of Excellence Award, prêmio de excelência.
1988-1994 Ganhadora do Troféu Betty Skelton "Primeira mulher das Acrobacias "
1994 National Air e Space Museum Award, prêmios por suas conquistas atuais
1994 NAA Certificado de Honra
1993 Campeã Internacional de Acrobacia
US Campeão Nacional de Acrobacia - 1991, 1992, 1993
1990/1992/1994 Americana (mulher ou homem) que mais ganhou medalhas no Campeonato Mundial de Acrobacias
1991 Escolhida como a pilota preferida de show aéreo pela Western Flyer Reader's Choice
1987 Rolly Cole Memorial Award , prêmio pela sua contribuição aos esportes Acrobáticos

Com base em St. Augustine, Florida, Wagstaff continua a trabalhar no campo da aviação como pilota de show aéreo, pilota dublê para filmes, consultora, instrutora de vôo e autora.

Ela é membro do Conselho Emérito da Instituição Smithsonian, do Espaço Nacional e do Museu do Espaço. Ainda compete em shows aéreos ao redor dos Estados Unidos em uma grande variedade de aviões, incluindo o Extra, T-6, P51 Mustang entre outros.

Patty Wagstaff foi destaque inúmeras vezes no Simulador de Vôo da Microsoft.

O conhecimento de Patty tem base em anos de treino e experiencia.

Tendo recebido muitos prêmios ao longo da vida, ela tem especial orgulho por ter recebido o Airshow industry's Award, premio de maior prestígio, o "Sword of Excellence", e o "Bill Barber Award for Showmanship"

Patty treinou com o time Russo de Acrobacias e fez show aéreos e competições em lugares como a América do Sul, Rússia, Europa, México e Islândia.

Ela é membro de associações de atores como o Screen Actors Guild, Motion Picture Pilots Association, United Stuntwomen's Association, já que trabalha como duble piloto e coordenadora aérea para a televisão e indústria cinematográfica.

Atualmente ela faz vôos para treinos militares, vooando num T-6A/B Texan II em show aéreos internacionais em Paris e Farnborough, nos últimos cinco anos deu formação para os pilotos do serviço da vida selvagem do Quênia.

Outros interesses
Os outros interesses de Patty incluem seus cachorros Jack Russell Terriers, Cassidy e Ripley, seus papagaios Buddha e Bandit e seu cavalo Bebo Gigolo, com quem tem uma parceria maravilhosa em treinamento para competições de saltos. Ela também gosta de andar de moto, bicicleta, explorar novos lugares, ler, escrever, cozinhar, e arrumar sua casa decorada ao estilo espanhol de 1926.

Patty tem orgulho de ser patrocinada por
Champion Aerospace Inc, fabricante de velas de ignição de alto desempenho e qualidade de aviação, chicotes e filtros de óleo;

Sarasota Avionics International, satisfaz as necessidades de um bom avião para Patty;

Textron Lycoming que fabrica seu motor;

Barrett Performance Aircraft modifica seu motor;

MT Propeller que produz sua hélice.

Ela também foi patrocinada por um longo tempo pela Shell Oil, Bose Headsets, Michelin Aircraft Tires, National Parachutes, Concorde Battery e Lord Corporation.

Ela também é patrocinada pela Microsoft que também fabrica o famoso simulador de vôo de seu avião Extra 300S, onde é possível pilotar o avião de Patty.

Patty Wagstaff Airshows, Inc. tem sede em St. Augustine, Florida.